No CIAED 2026, em João Pessoa, a Pearson apresentou soluções com IA (Study Prep + Track) integradas à Biblioteca Virtual para engajar e reter.
- Destaques do CIAED 2026: o que está mudando na educação digital, híbrida e a distância
- Tendências que dominaram a agenda — de IA aplicada à permanência e qualidade
- Palestra exclusiva da Pearson no CIAED: Engajar para reter e o papel da IA nas plataformas digitais de ensino
- Como as soluções Pearson (Biblioteca Virtual + Study Prep + Track) são centrais nessa transformação
Entre 27 e 30 de abril de 2026, João Pessoa (PB) recebeu o 31º Congresso Internacional ABED de Educação a Distância (CIAED 2026), com o tema “Educação Digital, Híbrida e a Distância em Transformação”. O evento reuniu educadores, pesquisadores, gestores e profissionais para debater como novas práticas, tecnologias e políticas estão redefinindo a educação mediada por tecnologia — em especial em um momento de implementação do novo marco regulatório da EaD no Brasil.
Além de uma programação extensa (plenárias, debates, mesas redondas, minicursos, trabalhos científicos e a tradicional feira Expo-EaD), o CIAED 2026 também destacou iniciativas que reforçam a evolução do setor, como rodadas de negócios, demos e o lançamento do hackathon do congresso, ampliando o espaço para inovação aplicada e colaboração entre academia, instituições e empresas.
Foi nesse cenário que a Pearson marcou presença trouxe uma ação prática voltada ao que hoje mais pressiona as instituições: como engajar estudantes, reduzir evasão e melhorar resultados com qualidade e evidências. A ativação foi o Mini Lab — uma consultoria guiada e imersiva para conectar dores reais das IES às novas soluções Track e Study Prep, integradas à Biblioteca Virtual.
Destaques do CIAED 2026: o que está mudando na educação digital, híbrida e a distância

Se o tema do congresso aponta “transformação”, a agenda reforçou onde ela está acontecendo na prática: na passagem de um modelo “igual para todos” para um ecossistema de aprendizagem mais personalizado, orientado por dados e focado em permanência. Em diferentes discussões, apareceu com força a necessidade de redesenhar a jornada do estudante (antes, durante e depois do curso), combinando tecnologia e mediação pedagógica com intencionalidade
Um dos sinais mais claros dessa virada é a evolução do papel docente. Em vez de centralizar tudo “na aula”, cresce a lógica de docência no background: curadoria de conteúdo, momentos ao vivo com alto valor, estratégias de avaliação, e leitura do engajamento para intervenção no momento certo. Nessa visão, a tecnologia não substitui — ela amplia capacidade, produtividade e precisão pedagógica, desde que ancorada em desenho instrucional e evidências.
Outro destaque: personalização como estratégia institucional, não como “feature”. A discussão passa por níveis concretos (ritmo e janelas de tempo, escolha de experiências síncronas, conteúdos modulares e trilhas), com uso de dados para entender perfis, mapear necessidades e construir percursos que façam sentido para realidades diferentes de estudantes.
Tendências que dominaram a agenda — de IA aplicada à permanência e qualidade

A transformação do EaD foi debatida com um eixo recorrente: permanência. O problema é estrutural (e global) e não se resolve apenas com aquisição: as instituições precisam de estratégias para sustentar engajamento acadêmico, social e com a carreira — e de mecanismos para migrar do reativo ao preditivo, identificando riscos antes do trancamento.
A Inteligência Artificial apareceu como parte desse caminho, mas com um recado importante: IA sem orientação pode gerar atalhos cognitivos, superficialidade e “ilusão de aprendizagem”; IA bem aplicada pode elevar a qualidade do feedback, apoiar reflexão, fortalecer análise crítica e melhorar o estudo — desde que desenhada para educação e ligada a objetivos pedagógicos.
Essa discussão se conecta diretamente a um dado que chama atenção: segundo Heloisa Avilez, diretora de Educação Superior para América Latina e Caribe, 25% dos estudantes de ensino superior no Brasil abandonam o curso no primeiro ano (dado de 2025 citado na palestra), e apenas 24% dos jovens de 25 a 34 anos concluem o ensino superior — ao mesmo tempo, a conclusão pode elevar salários em até 148%. Isso explica por que “retenção” deixou de ser só uma métrica acadêmica: virou também uma agenda de impacto social e empregabilidade.
Palestra exclusiva da Pearson no CIAED: Engajar para reter e o papel da IA nas plataformas digitais de ensino

Heloisa Avilez, da Pearson, trouxe uma perspectiva direta: engajamento, retenção e desempenho são dores comuns mesmo em instituições com perfis completamente diferentes — e esse é um desafio global, não apenas do Brasil. O ponto de partida foi reforçar que a discussão só faz sentido quando começa pela dor do cliente e pela jornada do estudante.
A palestra conectou esse cenário ao papel da IA — especialmente à necessidade de garantir integridade da aprendizagem em um mundo onde a IA é amplamente acessível. Entre os dados citados, aparecem: 80% dos alunos usando IA semanalmente, 64% usando IA generativa para atividades acadêmicas e 82% dos docentes preocupados com uso indevido. Ou seja: além de tecnologia, a agenda envolve alfabetização em IA, governança e desenho de avaliação que preserve aprendizado real.
Na prática, a tese foi clara: quando a IA é construída para educação e ancorada em conteúdo confiável, ela pode impulsionar comportamento de estudo. Na palestra, um estudo citado indica que ferramentas de estudo com IA integradas aumentaram significativamente a leitura, e que uma única interação poderia aumentar em 23 vezes a chance de um estudante se tornar “leitor ativo”, segundo ao relatório da Pearson: Análise quantitativa de como as ferramentas de estudo de IA responsável promovem a leitura ativa.
“Estamos vivendo uma mudança profunda no ensino superior, em que a IA deixa de ser apenas uma ferramenta de apoio e passa a impulsionar novos modelos de aprendizagem. O grande desafio das instituições de ensino superior é evoluir para estruturas mais flexíveis, capazes de acompanhar a velocidade das transformações do mercado e preparar os alunos para aprender continuamente ao longo da vida”, afirma Heloisa Avilez.
Como as soluções Pearson (Biblioteca Virtual + Study Prep + Track) são centrais nessa transformação

O que o CIAED colocou em evidência — personalização, uso inteligente de dados, permanência e qualidade — aponta para uma conclusão prática: a transformação do ensino digital não acontece com ferramentas isoladas, e sim com um ecossistema integrado que conecte conteúdo confiável, experiência de aprendizagem e tomada de decisão orientada por evidências. É nessa lógica que a Pearson posiciona suas soluções no ensino superior: evoluir a Biblioteca Virtual para além do acesso a mais de 18 mil títulos, ampliando seu papel como plataforma de aprendizagem com recursos que sustentem estudo, engajamento e resultados.
No centro desse movimento está a evolução da Biblioteca Virtual “para uma nova fase”, como uma plataforma modular, multimídia e multipropósitos, mantendo o diferencial de conteúdos de elevada confiabilidade. Esse ponto dialoga diretamente com uma dor recorrente discutida no evento: engajar o estudante a ler e a estudar de forma consistente — especialmente quando a instituição já oferece amplo acervo digital, mas ainda enfrenta baixa utilização.
É aí que o Study Prep se torna estratégico: uma solução de preparação para os estudos com objetos de aprendizagem, vídeos curtos, questões e trilhas personalizadas, apoiada por inteligência artificial desenhada para o contexto educacional e conectada ao conteúdo. Na palestra, a lógica foi clara: quando bem orientada, a IA pode melhorar a qualidade do feedback, apoiar autoavaliação e estimular habilidades como análise crítica e curadoria — e, principalmente, influenciar comportamentos de estudo e leitura.
Complementando essa frente de engajamento e estudo, o Track se conecta a outro eixo que apareceu com força no CIAED: permanência e empregabilidade como parte do valor acadêmico. Em materiais internos de posicionamento, o Track é apresentado como um caminho para oferecer trilhas de aprendizagem certificadas alinhadas às demandas do mercado, reforçando diferenciação institucional e apoiando retenção por meio de uma proposta mais conectada a competências e resultados. Isso conversa com temas recorrentes nas discussões do congresso, como trilhas de aprendizagem, personalização e o movimento do reativo para o preditivo no acompanhamento do estudante.
O CIAED 2026 reforçou que a transformação do ensino digital exige intencionalidade pedagógica, qualidade e capacidade de sustentar permanência em escala. As soluções da Pearson se tornam relevantes justamente por atuar nesse tripé: conteúdo confiável e amplo (Biblioteca Virtual), apoio ativo ao estudo com IA aplicada (Study Prep) e trilhas e diferenciação conectadas a resultados e empregabilidade (Track) — uma visão de ecossistema que responde às principais tendências discutidas no evento. Nos vemos no CIAED de 2027!
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