A biblioteca universitária tornou-se um ambiente dinâmico, físico e digital, em que educação e tecnologia se conectam para ampliar o acesso à informação e fortalecer o aprendizado e a pesquisa.

  1. Educação: um ecossistema em constante transformação
  2. Tecnologia: a ponte que aproxima o conhecimento, une e transforma
  3. Construindo o futuro do conhecimento juntos
  4. E o que tudo isso pode significar para você, leitor?

Você já parou para pensar o quanto a biblioteca evoluiu nas últimas décadas? Se antes ela era vista apenas como um espaço de silêncio e estantes cheias de livros, há muito tempo se tornou um verdadeiro laboratório de conhecimento, espaço de encontro, de convivência, de troca de ideias, de desenvolvimento de competências informacionais, ou seja, um ambiente de conhecimento, conexão e inovação.

Ela se tornou um centro dinâmico de aprendizado e pesquisa, integrando de forma poderosa e didática as ferramentas tecnológicas para ampliar o acesso à informação e fomentar a produção de conhecimento.

Focando na biblioteca universitária, mais do que nunca, continua sendo o coração da vida acadêmica, ganha força quando dialoga com o ambiente digital, oferecendo valor agregado à sala de aula, complementando, ampliando e potencializando o processo educativo. Isso porque, atualmente, o aprendizado não acontece apenas durante as aulas, principalmente nas universidades. A biblioteca se integra ao processo educacional como parceira no ensino, é uma extensão da sala de aula, oferecendo recursos digitais, orientação para trabalhos acadêmicos, treinamentos em pesquisa, apoio às metodologias ativas de ensino e às atividades de extensão, dentre outras.

Essa mudança se deve à integração da biblioteca com dois elementos fundamentais: a educação e a tecnologia. Mas como esses elementos se encontram no dia a dia de uma universidade? Como tudo acontece entre biblioteca, educação e tecnologia? Vamos conversar sobre isso.

Educação: um ecossistema em constante transformação

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A educação, por sua vez, tem sido profundamente impactada pela tecnologia. Lembra de quando a pesquisa se resumia a longas horas em fichários e à consulta a enciclopédias impressas e os alunos copiavam à mão o resultado? Hoje, os estudantes têm um universo de informações ao alcance de um clique. Essa democratização do acesso ao conhecimento é uma revolução em si, mas traz consigo novos desafios e responsabilidades.

Afinal, de que adianta termos informação se não sabemos como usá-la de forma crítica e responsável? É aí que a biblioteca e a educação se encontram de forma ainda mais crucial. Com a avalanche de informações disponíveis, a alfabetização informacional e digital torna-se habilidade essencial. Precisamos equipar nossos alunos não apenas para encontrar informações, mas para avaliá-las criticamente, discernir fontes confiáveis e utilizá-las de forma ética e eficaz. E quem melhor para guiar nesse processo do que os bibliotecários? Facilitadores nesse aprendizado contínuo, ensinando a navegar pelo complexo mundo digital. Pense, por exemplo, no estudante que precisa desenvolver um projeto interdisciplinar: a biblioteca se torna seu porto seguro, com acesso a bases de dados, e-books, periódicos científicos e até mesmo ferramentas de gestão de referências. Aqui temos outros exemplos práticos:

    • quando um estudante de Direito encontra não só códigos impressos, mas também bases de dados como JusBrasil ou Revista dos Tribunais Online;
    • quando um aluno de algum curso entra em uma plataforma virtual para acessar e-books e ter recomendações de leitura conforme o seu perfil (Biblioteca Virtual Pearson);
    • quando qualquer usuário acessa um catálogo digital por intermédio de softwares de gestão de acervo (Pergamum, Sophia, Aleph) que permitem localizar materiais em segundos;
    • quando alunos em grupo de estudo utilizam salas multimídia da biblioteca para discutir um artigo, acessando simultaneamente e-books e periódicos digitais.

Vimos, então, que na universidade a biblioteca com paredes e sem paredes é parceira pedagógica e se integra ao processo educacional.

  • Exemplo prático: o professor de Engenharia solicita uma pesquisa sobre energias renováveis. A biblioteca oferece treinamentos no uso de bases como ScienceDirect e IEEE Xplore, ajudando os alunos a encontrarem artigos relevantes.
    • Ferramentas de apoio: gestores de referências como Mendeley, Zotero e EndNote, muitas vezes ensinados em oficinas promovidas pelo bibliotecário.
    • Situação real: programas de alfabetização informacional (Information Literacy), em que o bibliotecário ensina os estudantes a avaliarem fontes, evitar o plágio e aplicar normas da ABNT.

Dessa forma, a biblioteca se torna sala de aula expandida, um espaço onde teoria e prática se encontram. E como esse apoio ganha força? Ele só se torna realmente efetivo quando dialoga com o segundo elemento dessa tríade: a tecnologia.

Leia também: Converta a biblioteca virtual em experiência educacional significativa

Tecnologia: a ponte que aproxima o conhecimento, une e transforma

A tecnologia não é apenas uma ferramenta, ela é a ponte que conecta a biblioteca e a educação, potencializando suas capacidades e abrindo novos horizontes. Ela permite que as bibliotecas superem suas limitações físicas, oferecendo acesso 24/7 a recursos, promovendo a colaboração entre estudantes de diferentes localidades e apoiando pesquisas que antes seriam impensáveis.

Quando pensamos na integração da tecnologia, é importante olhar para além do óbvio. Estamos falando de infraestrutura robusta, softwares de gestão de acervos cada vez mais sofisticados, e, claro, da capacitação contínua de nossa equipe. Precisamos estar à frente das inovações para oferecer o melhor suporte aos nossos usuários.

Além disso, a tecnologia tem possibilitado modelos de aprendizado mais inclusivos e flexíveis. Aulas híbridas, recursos de acessibilidade para alunos com deficiência, e plataformas de aprendizado adaptativo são apenas alguns exemplos de como a tecnologia está rompendo barreiras e personalizando a experiência educacional. A biblioteca, com seus recursos digitais e espaços adaptáveis, é um parceiro fundamental nesse ecossistema em constante evolução.

Não dá para falar em biblioteca universitária hoje sem mencionar a tecnologia. E a biblioteca oferece curadoria especializada, orientação confiável e um ambiente propício para o estudo aprofundado e a descoberta.

Pense nas bibliotecas digitais, como a Biblioteca Virtual Pearson, por exemplo, elas não apenas abrigam vastas coleções de e-books, artigos e periódicos, mas também oferecem plataformas interativas para a colaboração e a cocriação. Ferramentas como anotações compartilhadas, marcações de textos, sugestões de leitura conforme o perfil, busca de palavras-chave e trechos, transformam a leitura individual em uma conversa enriquecedora, onde múltiplas vozes colaboram na construção do saber. Isso, por si só, já demonstra como a tecnologia está redefinindo o papel da biblioteca na educação. Ainda temos os catálogos digitais, ambientes de estudo online, repositórios institucionais, softwares de apoio à pesquisa, todos esses recursos ampliam o acesso à informação e rompem barreiras de tempo e espaço. O estudante pode iniciar sua busca no campus e continuar em casa, no celular ou no notebook.

A tecnologia é hoje a grande aliada da biblioteca universitária. Ela permite que o estudante transite facilmente entre o espaço físico e o digital.

    • Exemplo prático: o aluno de Medicina consulta no campus a UpToDate ou o ds e, em casa, continua acessando com login remoto via VPN ou CAFe (Comunidade Acadêmica Federada).
    • Ferramentas aplicadas: repositórios institucionais como o DSpace, que armazenam teses, dissertações e artigos da própria universidade, valorizando a produção científica local.
    • Situação comum: utilização de cabines de estudo com computadores de alta performance, softwares de estatística (SPSS, R, NVivo) e até impressoras 3D, que permitem transformar ideias em protótipos.

Além disso, o uso de QR codes em estantes, aplicativos móveis para renovação de livros e realidade aumentada em exposições transformam a biblioteca em um laboratório de experiências inovadoras.

E o que dizer da inteligência artificial? Já estamos vendo sua aplicação em sistemas de referência, catalogação e até mesmo na personalização da experiência do usuário. A IA pode ajudar a otimizar buscas, sugerir materiais relevantes e agilizar processos, liberando os bibliotecários para se dedicarem a um suporte mais estratégico e personalizado aos estudantes e pesquisadores.

Mas essa tecnologia não substitui o papel do bibliotecário, nem da biblioteca física, nem da educação formal, ela potencializa suas funções, tornando o conhecimento mais acessível, interativo e conectado.

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Construindo o futuro do conhecimento juntos

Percebem como a tríade biblioteca, educação e tecnologia é fundamental para o avanço do conhecimento em nossa universidade? Cada um desses elementos fortalece o outro, criando um ciclo virtuoso de aprendizado, pesquisa e inovação.

    • A Biblioteca oferece a estrutura física e digital para o acesso curado ao saber.
    • A Educação utiliza essa estrutura para promover a formação crítica e a aplicação do conhecimento.
    • A Tecnologia serve como o conector e o motor que potencializa as capacidades de ambos.

A biblioteca existe para apoiar os usuários em cada etapa dessa jornada educacional, seja para encontrar aquela referência essencial, dominar uma nova ferramenta digital ou colaborar em um projeto inovador. Acreditamos que, ao combinarmos a solidez do conhecimento tradicional com o dinamismo da tecnologia, estamos não apenas preparando nossos alunos para o futuro, mas construindo esse futuro educacional junto com eles.

E o que tudo isso pode significar para você, leitor?

Significa que a biblioteca universitária está cada vez mais próxima, integrada ao seu percurso acadêmico e aberta a novas possibilidades de aprendizado. É um espaço em constante transformação, que acompanha a evolução da educação e das ferramentas digitais, mas sem perder sua essência: promover o acesso democrático ao conhecimento.

 

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Ana Luiza Chaves
Ana Luiza Chaves

Gestora de bibliotecas na Faculdade CDL; especialista em Pesquisa Científica, em Marketing Estratégico e em Gestão de Arquivos Empresariais. Exerce a função de Analista de Projetos de Arquivos, na Mrh Gestão de Arquivos, atuando como responsável técnica, e como auditora da qualidade. Focada no incentivo à leitura e ao uso de bibliotecas, na gestão de documentos, na aplicação da normalização em trabalhos acadêmicos e na gestão da qualidade. Mantém o blog de sua autoria Leitura e contexto.

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