A entrada na universidade é um marco de transição na vida de qualquer jovem, repleto de expectativas e sonhos. No entanto, é também um período de vulnerabilidade.
A saúde mental no ensino superior tornou-se uma preocupação urgente, sendo considerada por especialistas como uma "epidemia global". Segundo dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e pesquisas nacionais, os índices de ansiedade e depressão entre universitários aumentaram significativamente, exigindo atenção imediata das instituições.
Para compreender como atuar, é preciso primeiro identificar as causas. Abaixo, detalhamos os principais desafios enfrentados pelos discentes.
Identificar os riscos é crucial para prevenir o agravamento de transtornos mentais. Embora cada estudante tenha uma experiência única, sete fatores se destacam como os mais prevalentes no ambiente acadêmico atual.
Muitos alunos chegam à universidade sem ter desenvolvido competências socioemocionais (soft skills) fundamentais, como resiliência e autogestão. A incapacidade de lidar com frustrações ou gerenciar o próprio tempo pode gerar um estresse crônico, corroendo a saúde mental diante dos primeiros desafios acadêmicos.
A transição do ensino médio para o superior traz um aumento abrupto na demanda de estudos. Quando a carga se torna incontrolável e exige o sacrifício de horas de sono e momentos de lazer, o estudante entra em um ciclo de exaustão (burnout) que impacta diretamente seu bem-estar psicológico.
Dificuldades financeiras afetam a autoestima e o senso de pertencimento. A preocupação constante com a manutenção do curso, transporte e alimentação gera uma ansiedade de fundo que prejudica o foco e a estabilidade emocional do aluno.
O uso de álcool e drogas, muitas vezes encarado como "válvula de escape" ou rito de socialização, é um fator de risco grave. Além dos danos físicos, os vícios degradam as relações interpessoais e podem desencadear ou agravar quadros psiquiátricos preexistentes.
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O assédio moral e a intimidação não se restringem à escola básica. No ambiente universitário, o bullying (e sua versão digital, o cyberbullying) cria um ambiente hostil, levando ao isolamento social e, em casos graves, ao abandono do curso.
Para muitos estudantes, a universidade envolve mudar de cidade e afastar-se da rede de apoio familiar. A dificuldade em formar novos vínculos e a solidão dentro do campus são gatilhos poderosos para a depressão.
A instabilidade do mercado de trabalho gera uma pressão antecipada. O medo de não conseguir emprego na área ou de não corresponder às expectativas familiares cria um estado de alerta constante que prejudica a saúde mental.
Frente a este cenário, as IES precisam assumir um papel proativo. Confira 10 estratégias práticas para transformar o campus em um ambiente promotor de saúde:
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Investir no desenvolvimento humano é uma das formas mais eficazes de prevenção. O programa Personabilities da Pearson ajuda sua instituição a avaliar e certificar soft skills essenciais, equipando os estudantes com ferramentas emocionais para lidar com a pressão e os desafios da vida adulta.
O primeiro passo é quebrar o estigma. Realize palestras e workshops regulares para mostrar que falar sobre saúde mental não é sinal de fraqueza, mas de cuidado.
Garanta que os alunos saibam onde buscar ajuda. Disponibilize serviços de plantão psicológico ou parcerias com clínicas-escola, facilitando o acesso ao tratamento.
Um ambiente seguro passa pelo respeito à diversidade. Adotar práticas de aprendizagem inclusiva garante que todos os alunos, independentemente de sua origem, raça ou condição, sintam-se parte integrante da comunidade, reduzindo a ansiedade social.
Promova a ideia de que o descanso faz parte do aprendizado. Campanhas que desestimulam a "glamourização" da falta de sono ajudam a criar uma cultura mais saudável.
Conecte calouros a veteranos ou professores mentores. Esse sistema de "apadrinhamento" reduz a sensação de isolamento e ajuda na adaptação à vida universitária.
Coluna Inside HED: Gestão emocional do docente na transição para a educação digital
Mantenha uma agenda ativa de prevenção, especialmente em meses simbólicos como o Setembro Amarelo, abordando temas difíceis com responsabilidade e informação técnica.
Crie protocolos acadêmicos que permitam flexibilidade para alunos que estejam passando por crises de saúde mental comprovadas, evitando que o desempenho acadêmico se torne mais um fator de pânico.
Professores estão na linha de frente. Treine seu corpo docente para notar mudanças bruscas de comportamento, quedas de desempenho ou isolamento, capacitando-os a realizar o encaminhamento correto.
Corpo e mente andam juntos. Incentive a prática de esportes, grupos de teatro ou música dentro da universidade como ferramentas de descompressão e integração social.
Cuidar da saúde mental dos estudantes não é apenas uma medida de bem-estar, mas uma estratégia de retenção e sucesso acadêmico. Ao identificar os fatores de risco e implementar estratégias de acolhimento, como o desenvolvimento de soft skills e a aprendizagem inclusiva, a universidade cumpre seu papel social de formar não apenas profissionais, mas cidadãos plenos e saudáveis.
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