6 tendências na personalização do ensino

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O mercado oferece diversas soluções para tornar a personalização do ensino cada vez mais presente no mercado de educação. O destaque especial vai para as plataformas de flexibilização curricular. Vamos conferir diversas tendências neste sentido? 

Escolher é o verbo que dá voz e autonomia aos estudantes quando o assunto é personalização do ensino. Quais as suas necessidades? Quais seus interesses? Que caminho você quer seguir na vida pessoal e profissional? 

Estas e outras perguntas serão fundamentais no momento que o aluno aderir a uma nova proposta pedagógica, que busca promover o desenvolvimento dos jovens de forma individualizada e não mais padronizada, como ocorre no ensino mais tradicional. 

Enquanto verbo transitivo, "personalizar" é o ato de tornar algo único, exclusivo e pessoal para alguém. É adaptar alguma coisa a uma determinada personalidade ou conceber algo pensando no gosto ou nas necessidades daquela pessoa.

Por meio da personalização do ensino, focam-se as características pessoais de cada aluno. Isso porque um indivíduo não aprende da mesma maneira que seu colega e seu ritmo de aprendizagem também pode ser outro. Assim como seus interesses, conhecimentos e vivências. 

O método mais personalizado respeita o tempo de cada estudante e permite que ele seja o protagonista da sua jornada de aprendizado. De forma que haja mais comprometimento com o seu desenvolvimento.

Os principais benefícios desta abordagem são maior adaptação do aluno às suas próprias necessidades de aprendizagem, flexibilidade que um programa de estudos que segue esta tendência oferece, maior engajamento e melhor desempenho do estudante.

A personalização do ensino é uma proposta pedagógica que não impõe o aprendizado, mas oferece melhores oportunidades para o aluno se descobrir e dar o melhor de si.

Para implementar esse novo modelo educacional, as instituições de ensino precisam passar por  mudanças e adaptações, treinar seus professores, ouvir suas opiniões e expectativas e engajá-los.

Importante salientar que, principalmente na área da educação, em pouco tempo tudo o que era convencional deixará de ser. Haverá mudanças nos processos de avaliação dos alunos, quanto ao conteúdo aplicado e também nos ambientes e formatos das aulas. 

Alguns estudiosos vêm informando que muito do que foi visto durante a pandemia do novo coronavírus é apenas uma pequena amostra do que ocorrerá no mundo dos estudos.

Ensino híbrido (on-line e off-line), vídeoaulas e professor num ponto do país e alunos distribuídos por tudo quanto é canto farão parte da nova realidade.

Outro aspecto a ser levado em conta é o investimento para a personalização do ensino. Ele requer infraestrutura e tecnologia para tornar viável o acesso do estudante a uma prática de ensino mais completa e eficiente para o seu desenvolvimento.

As 6 principais tendências na personalização do ensino

Para você conhecer mais a fundo a personalização do ensino e o quanto ela tem de potencial para modificar totalmente o papel do jovem, tanto profissionalmente, quanto na política, cultura e nas relações interpessoais, separamos esta lista a seguir. Confira!

1. Flexibilização do currículo 

A flexibilização curricular permite incluir pautas da sociedade na grade de disciplinas, como violência contra a mulher, desigualdade social e meio ambiente, entre outros temas.

Essa diversificação de assuntos em sala de aula contribui para a formação dos estudantes, incrementando suas pesquisas e abrindo espaço para o debate de opiniões.

2. Ensino híbrido

Aqui estamos falando da oportunidade de misturar diferentes maneiras de aprender, como o estudo on-line e off-line. São várias modalidades e momentos no chamado estilo híbrido.

Ora o aluno estuda sozinho, ora ele fica on-line com outros colegas. E também se desenvolve estando presencialmente numa sala de aula física.

Isso oportuniza uma maior integração entre os alunos e deles com o professor, tornando as trocas entre todos mais ricas.

O ensino híbrido explora bastante os recursos digitais, como tablets e celulares, principalmente considerando que muitos estudantes usam com mais facilidade dispositivos móveis.

Em diferentes ambientes, seja on-line ou presencial, o ensino híbrido promove uma educação mais eficiente e dinâmica, quebrando rotinas muitas vezes enfadonhas.

3. Aprendizado mútuo e igualdade

No contexto da personalização do ensino, cabe aos educadores manter uma escuta atenta perante os estudantes. Dessa forma, os alunos contribuem para seu próprio aprendizado de modo mais responsável.

A ideia é estabelecer um aprendizado mútuo: todos aprendem com todos durante o tempo todo, respeitando opiniões divergentes. E os alunos ganham confiança e melhoram sua autoestima.

4. Tecnologia, inovação e criatividade

Estas três vertentes permitem o ensino interativo e significativo. O intuito é que os alunos consumam as novas tecnologias e também as produzam.

Essa é uma maneira de estimular a criatividade de cada um. E motivar os estudantes a descobrirem seus principais talentos e usá-los para o bem comum de modo inovador.

5. Gamificação

O termo significa usar os jogos como estímulo ao aprendizado. De forma lúdica e intuitiva, aqui as ferramentas mais utilizadas são o mobile learning (aprendizado por aparelhos móveis), a inteligência artificial e a cultura maker.

Pelo mobile learning, o professor pode passar atividades diretamente ao celular do aluno para que ele explore a cultura digital, pesquisando em livros virtuais, vídeos, aplicativos, etc. Ainda há o incentivo à realização de documentários e vídeos com animação.

Já a inteligência artificial é um recurso que está relacionado a plataformas adaptativas criadas para receber comandos como acender luzes, ligar aparelhos domésticos, fechar portas, entre outras tarefas.

E, enfim, a cultura maker, que é a famosa linguagem de programação, como a robótica.

6. Visão de futuro

A ideia é que os alunos coloquem seus planos de aprendizagem em prática para que ingressem com mais certeza no ensino superior. E exerçam as profissões com as quais mais se identificam.

Estamos de fato começando a viver uma revolução na educação, quebrando paradigmas e desconstruindo o que vimos até então para construir tudo de novo.

Afinal, vislumbramos um mundo melhor, mais inteligente e colaborativo. Um lugar onde a tecnologia possa ser acessível a todos e útil para tornar as gerações ainda mais humanas.

O que achou deste post? Para complementar o que você viu até aqui sobre as tendências de personalização do ensino, leia também o artigo O que saber antes de implantar a flexibilização curricular.

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