O sistema híbrido de ensino surgiu como uma alternativa para inovar a educação, pois traz dinamismo e flexibilidade, além de gerar mais engajamento e motivação de aprendizagem.

Na medida em que as IES se preparam para retomar as atividades presenciais em escala reduzida, o sistema se tornou uma opção ainda mais interessante, tanto para os estudantes quanto para as instituições.

A seguir, você entenderá melhor o conceito, suas categorias e tendências. Além disso, descobrirá como implementar de maneira prática na sua instituição de ensino superior. Acompanhe!

Quais são as características de um sistema híbrido de ensino?

Certamente, seu principal atributo é a combinação de aulas presenciais e a distância. Assim, permite que os alunos aproveitem os melhores aspectos dessas duas modalidades.

Eles podem interagir diretamente com professores e colegas em sala, mas também aprender com autonomia por meio de plataformas digitais de aprendizagem.

Por um lado, o ensino híbrido possibilita que os estudantes tenham experiências típicas dos encontros presenciais, como:

  • aprender com debates, o que enriquece sua perspectiva com a troca de ideias;
  • realizar atividades colaborativas para descobrir soluções criativas aos problemas propostos;
  • desenvolver competências interpessoais que vão além das hard skills.

Ao mesmo tempo, ele permite que os alunos aproveitem os melhores benefícios do EAD, como:

  • estudar na hora e no local mais convenientes;
  • controlar o ritmo de avanço do conteúdo;
  • ter acesso a materiais multimídia e interativos.

Quais são as categorias de um sistema híbrido de ensino?

Essa modalidade pode assumir diferentes formas. Em geral, ela é classificada entre dois grupos principais: sustentado ou disruptivo.

O sustentado é mais próximo do ensino presencial. Basicamente, a maior parte das atividades é desenvolvida em sala de aula. Em momentos pontuais, as plataformas digitais são usadas como recursos complementares.

O disruptivo representa um rompimento. Isso significa que a maioria da ação acontece online. Em alguns casos, o estudante frequenta o espaço físico da instituição apenas uma vez a cada semana ou quinzena.

Além dessas duas categorias, existem diversos modelos de ensino híbrido.

Um exemplo é a sala de aula invertida, metodologia na qual o aluno deve realizar um conjunto de atividades na plataforma online previamente. Assim, ele pode aproveitar melhor as discussões desenvolvidas nos encontros em pessoa.

Outro é a rotação de laboratório. Nesse caso, presencial e digital apresentam conteúdos complementares. Os estudantes alternam entre os dois ambientes para ter um aprendizado abrangente.

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Quais são as principais tendências de ensino híbrido?

A metodologia é, por si só, uma inovação. Ainda assim, existem perspectivas para que ela evolua com a incorporação de novos modelos e materiais.

Uma forte tendência é agregar soluções de inteligência de dados às plataformas digitais. Dessa forma é possível gerar relatórios detalhados e informações precisas sobre o desempenho dos alunos.

Com os dados em mãos, o professor pode otimizar os planos de ensino para garantir um processo de aprendizado cada vez mais eficiente.

Outra tendência é a implementação de ferramentas para webconferência. Dessa maneira, a plataforma digital se torna colaborativa.

Isso não significa que a sala de aula será dispensada. Afinal, a combinação de presencial e EAD é a base do hibridismo. O objetivo é assegurar que a educação a distância fortaleça cada vez mais os processos de ensino-aprendizagem.

Como implementar no Ensino Superior?

1. Análise de objetivos

Primeiramente, é preciso pensar nas especificidades e nos objetivos dos programas que a instituição oferece.

Considere a melhor maneira de implementar o ensino híbrido, respeitando as particularidades e colaborando para alcançar as metas.

Também é importante considerar qual categoria seria mais adequada para cada curso.

2. Determine a relação presencial-EAD

O passo seguinte é analisar a dinâmica entre atividades propostas, tendo em vista a carga horária.

Ao definir se o ensino híbrido adotado será sustentado ou disruptivo, já fica determinado qual das metodologias vai prevalecer. No entanto, ainda é preciso estabelecer essa relação em percentuais.

Tenha em mente que essa decisão afeta diretamente a experiência dos alunos.

3. Selecione os recursos tecnológicos

No sistema híbrido de ensino, as tecnologias digitais têm um papel fundamental, especialmente as plataformas que são utilizadas como ambientes para as atividades EAD.

Por isso, o terceiro passo é selecionar as ferramentas que vão aumentar a qualidade dos cursos e melhorar a experiência dos alunos.

É essencial contar com parceiros de confiança para fornecer as soluções que a IES vai implementar.

Afinal, falhas nas tecnologias acabam se refletindo em avaliações negativas sobre o curso e a instituição em si.

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4. Capacite o corpo docente

Os professores são fundamentais para o sucesso da implementação do sistema híbrido de ensino.

A atuação desses profissionais não se limita às aulas presenciais; eles também precisam apoiar os alunos na realização das atividades EAD. Além disso, devem planejar suas disciplinas de acordo com essa realidade.

Por isso, o corpo docente precisa ser capacitado para entender e aplicar o ensino híbrido. Com uma preparação adequada, eles conseguirão garantir que os estudantes aproveitem os melhores aspectos dessa metodologia, tanto em sala quanto nas plataformas digitais.

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5. Apresente o projeto aos alunos

Embora tecnologias e professores sejam elementos com papéis importantes, o verdadeiro protagonista do aprendizado é sempre o aluno. Por isso, o sucesso do projeto depende do engajamento dele com a implementação desse sistema.

Nesse sentido, comunicação é fundamental. A instituição de ensino precisa dialogar com seus estudantes sobre por que a metodologia foi adotada e como ela beneficia o processo de aprendizagem.

Aliás, é necessário que haja muita clareza a respeito da dinâmica do sistema, isto é, como ele vai funcionar na prática. Se os alunos não receberem instruções e apoio eles terão dificuldades na transição, o que pode gerar uma forte insatisfação com a novidade.

Você descobriu o que é o ensino híbrido, suas principais características, categorias e tendências, além de conferir os cinco passos fundamentais para implementá-lo.

Com o retorno parcial às aulas presenciais no pós-pandemia, essa metodologia se apresenta como uma alternativa vantajosa. Inclusive, pode se tornar predominante na educação brasileira nos próximos anos.

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